Existem homens que dizem coisas ternas,
Brincam com os filhos na manhã de domingo,
Jogam bola, andam de bicicleta, assobiam os pássaros,
Todas essas coisas amorosas e triviais,
Porém são capazes de botar pra correr um explorador,
Um colonialista soberbo e psicopata,
Debaixo de varas, enfiando uma sovela no cu,
Ou com uns bons tiros de espingarda.
Existem homens que veem pessoas frágeis e indefesas
Mas não salivam desejando roubar o que elas possuem,
Nem desejam tomar o leite da boca de crianças magras.
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O texto caracteriza bem o pensamento de Amílcar Cabral, que, enquanto humanista, não tolera o colonialismo e suas práticas, e preconiza seu fim. Esse fim pode ser por via pacífica, mas também pode ser por via de coerção armada nos casos em que a via pacífica seja esgotada.