Os sofistas

Não morreram, eles estão aí,

Em forma de pastores e padres, influencers, coaches.

Sócrates já os combatia, os retóricos, os sofistas.

Muitas vezes suas palavras fluem como o mel,

Como ondas de felicidades, cheias de esperanças,

Que no fim se rompem num ducto de esgoto fétido,

Porque são cheias de perfídia e ódio e falsidades.

O mel, a justiça,

Não podem vir acompanhados da ganância e do desdém,

Mas de sussurros amorosos, de silêncio,

Aquele silêncio que no fundo é sacrifício,

Que ninguém necessita conhecer nem exaltar,

Que se nega a aparecer em público como honraria

Nem se transforma em busca ostensiva por celebridade.

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