Klio é a deusa que olha para a retaguarda, vizinha ou distante
E ouve os sons dos tempos já passados.
Coisas furtivas, o grito, a voz, o riso, o pranto e os gemidos,
O que era levado ao mercado para venda,
Ou sobrecarregava os navios que partiam para longe,
Tudo que era posto na panela sobre o fogo,
Colhido na roça, sob o sol, ou comprado no armazém.
Os planos vis, de assassinato, por domínio, por dinheiro,
Por diamantes e valiosos ornamentos.
O urro brutal do arrogante, forte e poderoso.
O trêmulo lábio sussurrante do fraco e indefeso
A chorar ocultamente pelos seus filhinhos.
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