Naquele momento em que se sentou no banco ao sol, recostado,
Com o chapéu sobre o rosto sombreando as pupilas,
Parecia dormir ou fazer profundas reflexões.
Alguém por acaso com uma câmera bateu a foto,
Eternizou a imagem ensolarada e o entorno com as hortênsias.
Quem vê se pergunta ainda, extasiado com o enigma,
Se aquilo foi um momento de descanso e de lindos sonhos
Ou se abaixo do chapéu havia um rosto angustiado e tenso,
Quase destruído pela ansiedade e pelo ardor dos dias.
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