Olho. Observo seu rosto e não entendo como aconteceu.
Você foi o homem que eu amei um dia, mas já não amo mais.
Apenas sofri quando me apercebi de seu rosto e de suas feições.
E que seus olhos fugiam numa tarde de chuva à beira-mar.
No meio da estrada houve algumas lágrimas,
Foram dolorosas, foram necessárias,
Como um trampolim, uma escada ou uma ponte sobre o rio.
Ela foi a mulher que você amou. Não sei se ela reciprocamente o amou.
Ou se enjoou de você com o tempo, esse destruidor.
Trouxe um dia, há tantos anos, um ramo de orquídeas,
Ou talvez apenas um ramo de samambaias, quem se lembra?
Bateu fortemente na porta, atemorizado. Era inexperiente.
Não é muito importante lembrar, já nada poderá acontecer.
O tempo, esse destruidor, não permitirá mais.
Tudo agora está enterrado sob as dunas de areia clara.