O Sr. Karlovitch Ferge, prenome Anton, de Petersburg,
Tinha interessantes coisas a contar
Pois viajava muito a trabalho, mesmo no inverno,
Por toda a Rússia.
Às vezes viajava em trenós sobre o gelo,
Levando ao lado um carregamento de suprimentos,
Como pão e sopas de repolho.
Ao descongelar, o pão mostrava-se muito fresco,
Mas a sopa, muitas vezes, se tornava aguada.
Frequentemente Hans Castorp e seu primo Joachim
Visitavam outros pacientes graves.
O jovem Teddy, que veio do Fridericianum, órfão e rico.
A jovem Frau von Mallinckrodt, do quarto 50,
Que se achava muito bonita, kokett,
Tinha tido um jovem e lindo namoradinho,
E por ele abandonou o marido.
Quando explodiu a doença, entretanto,
Os pais dele trataram de afastá-lo.
Pensa que o próprio teve alguma repugnância
Ao vê-la assim doente, tossindo muito e escarrando sem parar.
Consequentemente acabou sozinha.
Tinham especial carinho pela Srta. Karstedt,
Que era pobre e vivia fora do Berghof,
Numa pensão barata de Davos-Dorf.
Levaram-na para ver os jogos de inverno
E os campeonatos de trenó do Schatzalp,
Onde havia milionários de toda a Europa,
Trajando as mais lindas vestimentas de ricas fazendas,
Tomando champanhes Henriot de Reims
Ou vinhos cuvée vintage.
E a pobre Srta. Karstedt, doente e quase abandonada,
Batia palmas de alegria, agradecida.